| Eventos
da Primavera |
“Hina
Matsuri”
Dia das Meninas
(3 de março) |
A maioria das famílias com meninas enfeitam
um tipo de palanque com bonecas dispostas em degraus (hina ningyo) e colocam
flores de pêssego, hina arare, hishi mochi e shirozake como oferenda. |
O objetivo é desejar saúde e felicidade para
as meninas e chama-se também “Momo
no sekku”.
Transferir doenças e impurezas para as bonecas, colocando-as
no rio para que levassem embora todos os males, era uma crença da antiga
China e dizem que este fato originou o “Hina Matsuri” .
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“Ohanami”
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As pessoas vão aos parques para apreciar
as árvores de cerejeira, brincar e se divertir embaixo delas. |
Todos os anos na época que compreende o final
de março até o começo de abril, a maioria da pessoas vão aos parques com
famílias, amigos ou colegas de trabalho e sentam sob as árvores de cerejeira
para comer, beber, cantar e se divertir.
No Japão quando se fala de flores lembra-se de “Sakura”
(flor de cerejeira). Dizem que no Japão há mais
de 100 tipos cultivados e mais de 30 tipos naturais de cerejeira. |
“Hachiju
hachiya”
88a. noite
(2 de maio) |
“É a 88a. noite, o verão
já está próximo. . . ”é o que diz a letra
de uma música infantil “Cha Tsumi”. É o 88o. dia a partir
do início da primavera. |
Nesta época do ano, terminam-se as geadas
da primavera e inicia-se a época de semear, por isso costuma-se dizer
que é a noite de “despedir-se da geada”.
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| Eventos
do Verão |
“Geshi”
Solstício de Verão
(junho) |
Corresponde ao dia mais longo do ano. Na
teoria chinesa dos 5 elementos (madeira, fogo, terra, metal e água) corresponde
à terra que é considerado o centro.
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“Tanabata”
Festival da Estrelas
(7 de julho) |
São
escritos pedidos em cartões retangulares coloridos e pendurados, juntamente
com outros enfeites, em ramos de bambú. Estes são colocados na frente
de residências e lojas. |
Baseado em antiga lenda chinesa de amor entre
os jovens Kengyu (pastor) e Orihime (tecelã) que só podiam encontrar-se
no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar. Este evento entrou no
Japão inicialmente na classe nobre com o propósito de fazer pedidos para
progresso nas artes e realização amorosa.
A palavra “Tanabata” originou-se de “Tanabatatsume”,
que significa mulher tecelã. No Japão, desde tempos antigos, em algumas
regiões costumava-se lavar bestas usadas para carga e ainda hoje há locais
que comemoram com brincadeiras e eventos ligadas a água. |
“Doyo no Ushi no Hi”
(julho) |
No verão as pessoas costumam comer enguia
para se refazer do desgaste físico decorrente do calor. |
A versão para este costume é a de que no
período Edo, Gennai Hiraga teria sido o precursor desta data que continua
até os dias de hoje. |
Finados
(15 de agosto) |
As pessoas retornam à terra natal para visitarem
o túmulo dos antepassados. É época de conviver com os espíritos dos ancestrais
que retornam aos lares. |
Ainda hoje podemos ver bois feitos de beringela
e cavalos feitos de pepino, na época de Finados. A crença diz que os espíritos
dos antepassados retornam ao lar montados no cavalo e com a carga carregada
no boi,
A dança do “Obon” (obon odori) é uma representação
de agradecimento aos antepassados e demonstração de alegria por estar
vivendo. |
| Eventos
do Outono |
“Ohigan”
Equinócio
(20 de setembro) |
Na época de equinócio as pessoas visitam
o túmulo dos antepassados. Há também o equinócio da primavera em março.
<Tanto o
calor, quanto o frio só duram até a época do equinócio> |
“Higan”
é uma palavra de origem budista. Pelo ensinamento budista é usada quando
indicamos o outro mundo “shigan”. Os espíritos retornam para
este mundo, por isso há a tradição de visitar os túmulos.
É costume preparar doces para oferenda como “botamochi”
e “ohagi”, que são nomes originários das flores da época “botan”,
da primavera e “hagi” do outono. |
“Aki no nanakusa”
7 ervas do outono |
As 7 ervas da primavera são apreciadas como
alimento, as do outono são apreciadas como flores, não são comestíveis.
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As sete flores do outono são:
hagi, susuki, kuzu, nadeshiko, ominaeshi, fujibakama e kikyo |
“Jugoya”
15a. noite |
São feitas oferendas como “tsukimi
dango” (bolinhos redondos como a lua), inhame cozido no vapor, feijão
de soja cozido, frutas da época e enfeitado com ramos de “susuki”.
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O “susuki” é usado em
substituição a espiga de arroz. Dizem que o coelho que está na lua não
está fazendo o “mochi” e sim remédio com folhas de louro para
a juventude eterna . Antigamente para compartilhar a boa sorte e receber
a longevidade umedeciam o corpo e comiam alimentos umedecidos com a névoa
da noite de luar. |
| Eventos
do Inverno |
“Touji”
Solstício de inverno
(dezembro) |
É o dia mais curto e a noite mais longa do
ano. Indica também a chegada do inverno rigoroso, época de se alimentar
bem e fazer os preparativos para o frio, trocando roupas e cobertores. |
Abóbora É
costume comer abóbora no dia de “Touji” pelo seu alto teor
nutritivo, pois além de ser fonte importante de vitaminas tem um período
longo de conservação natural. Há uma crença de que se comermos abóbora
nesta dia não sofreremos com gripes e nem com dinheiro para eventuais
gastos.
Yuzu Fruta
cítrica, serve para prevenir contra gripes e resfriados. Pode-se tomar
o suco da fruta puro ou colocar em banho de imersão.
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“Bonenkai”
Festas de final de ano |
São realizadas em dezembro e a intenção é
beber para esquecer as coisas desagradáveis e todo o desgaste do ano que
está terminando. |
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“Oomisoka”
Passagem de Ano
(31 de dezembro) |
É a noite de passagem de ano, também chamada
de “Toshikoshi”, “Ootoshi”, “Joya”,
etc. |
Nos templos budistas de várias localidades
do país é realizada a cerimônia chamada“Joya no Kane”. São
108 badaladas para purificar cada um dos pecados ou desejos mundanos do
homem, coforme o ensinamento budista. Ao tocar a última badalada é meia
noite e podemos entrar purificados no Ano Novo.
Nas residências são enfeitados os “Kamidana”
e feitos oferenda de saquê (miki) e mochi entre outros para receber o
Toshi Kamisama (espírito protetor do ano) é costume antigo “purificar
o corpo” e passar a noite sem dormir. |
“Oshougatsu”
Ano Novo
(Janeiro) |
Enfeitar
a entrada com “kadomatsu”, pendurar o “shimekazari”,
preparar o “kagami mochi” para receber de coração o “Toshi
Kamisama”. |
| Kadomatsu |
Serve
de guia para o “Kamisama” vir ao lar (é o último lugar
que vem nesta época) |
Purifica a entrada
da casa para receber o “Toshi Kamisama”. |
| Shimekazari |
Enfeite
feito de palha grossa trançada para pendurar na porta de entrada. |
É o sinal que já
foram retiradas todas as impurezas do ano anterior e os preparativos
estão prontos para receber o “Kamisama”. |
| Kagami
Mochi |
É enfeitado
sobre um tipo de bandeja com pés. Forra-se com papel “washi”
e é colocado o mochi maior embaixo e sobre este o mochi menor. Em
cima é colocado uma pequena laranja com folha verde. |
É costume oferecer
ao “Kamisama” antes de comer. A tradição diz que proporciona
vida longa. |
| Osechi
Ryori |
Servido
como oferenda aos deuses. |
O significado é
apreciar em família o alimento oferecido aos deuses e dedicar-se
à chegada do “Kamisama”, não ficando só na cozinha.
Ultimamente dizem que é comida conservável para as donas de casa
descansarem durante os 3 primeiros dias (sanganichi). |
| Toso |
Toso
Enmeisan |
Saquê de Ano Novo,
protege contra resfriados durante o ano. |
| Zooni |
As
tradições mudam conforme a família. |
Os alimentos oferecidos
ao “Kamisama” na passagem de ano são retirados e saboreados
na manhã do dia 1o. O homem, nascido sob o signo chinês do ano,
colhe água fresca para preparar o “ozooni”. Dizem ser
esta a origem da tradição. Os ingredientes, a maneira de preparar
e o formato do mochi variam muito. O caldo divide-se em dois tipos:
o chamado Kanto Fuu (da região de Kanto) é feito à base de shoyu
(molho de soja) e o Kansai Fuu (região de Kansai) é feito de misso
(pasta de soja). O formato do mochi é na grande maioria, quadrado
na região Leste e redondo na Oeste. |
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“Nanakusa”
7 ervas
(7 de janeiro) |
A tradição diz que se comermos o “nanakusa
gayu” no dia 7 de janeiro, passaremos o ano livre de doenças. |
| Origem do nome das
sete ervas |
| Seri |
Os brotos crescem “competindo”
um pequeno espaço (em japonês se usa “seriau”), daí
a origem do nome. |
| Nazuna |
Cresce no período de outono ao
inverno e germina na primavera. É chamada também de “pen pen
kusa.” |
| Gokyo |
Significa boneca. Como a maiorias
das bonecas eram passadas de mãe para filha é chamada também de
“hahakokusa”. |
| Hakobera |
Antigamente era chamada de “hakubera”.
“Haku” sgnifica algodão e “bera”, aglomerado
em linguagem antiga. As folhas se aglomeram no caule fino parecendo
um emaranhado de algodão. |
| Hotoke
no Za |
Esta planta se espalha em planície
e foi comparada ao lugar onde senta o “Buda”. A junção
dos caracteres resultou neste nome. |
| Suzuna
(rabanete branco) |
Antigamente as pessoas davam
muita importância às folhas do rabanete, por isso chamavam de “Suzuna”.
Em alguns lugares, por causa desta influência ainda se usa “kaburana”. |
| Suzushiro
(nabo) |
Zushiro significa branco e puro.
Refere-se ao nabo. |
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“Kagami Hiraki”
(11 de janeiro) |
O kagami mochi que foi colocado como oferenda
é retirado e dividido. Indica o final das comemorações do “Shougatsu”
e início do Ano Novo. |
Não se usa o termo cortar e sim “hiraku”,
o mesmo usado para sorte (un wo hiraku). O dia 1 de janeiro foi fixado,
desde o período Edo, como o dia do “kagami hiraki”.
Deve-se evitar cortar o mochi com facas ou objetos cortantes
e usar as mãos ou matelo para repartí-lo. Neste dia as famílias se reunem
para comer “oshiruko” ou “zenzai”, desejando boa
sorte para os membros da familia. |
“Kakizome”
(2 de janeiro) |
Primeira caligrafia do ano |
O dia 2 de janeiro representa o início de
todas as atividades. Conforme a tradição tudo que iniciamos neste dia
correrá bem durante o ano. É a popularização de uma cerimônia realizada
pela corte imperial chamada “Kissho Hajime”. |
“Setsubun”
(3 de fevereiro) |
Espalha-se grãos de soja assados pela casa,
gritando: <Fuku ha uchi, oni wa soto
(Sorte para dentro Demônio para fora)> . Comer
o mesmo número de grãos correspondente a idade para livrar-se de doenças
durante o ano também faz parte da crença. |
Usa-se grão de soja assado, para não correr
o risco de germinar mesmo que seja esquecido (é sinal de mau presságio)
. |